terça-feira, 4 de julho de 2017

História concisa da pesquisa qualitativa - Objetivo do texto: organizar cronologicamente fatos relevantes a partir das consultas aos autores mencionados e referenciados, no sentido de simplificar a compreensão da evolução da Pesquisa Qualitativa.

História concisa da pesquisa qualitativa

Objetivo do texto: organizar cronologicamente fatos relevantes a partir das consultas aos autores mencionados e referenciados, no sentido de simplificar a compreensão da evolução da Pesquisa Qualitativa.

A Evolução Histórica da pesquisa qualitativa

Bardin (2011) nos reporta a uma exposição histórica no que é pertinente a análise de conteúdos, trazendo-nos elementos desde a pré-história até as tendências atuais e, nos valemos deste relato visto a riqueza com que destaca a importância da análise no que diz respeito a pertinência desta para com os conteúdos oriundos das diversas cenas de pesquisa.
Ressalta a importância do rigor, da descrição, da inferência, ou seja, deduzir de maneira lógica. Este procedimento, segundo Bardin, “é o procedimento intermediário, que vem permitir a passagem, explicita e controlada” referindo-se à descrição e à interpretação de conteúdos.
Conta-nos Bardin (2011) que desde há muito textos são estudados das mais diversas formas e numa linha do tempo e num primeiro momento a hermenêutica, tida como uma forma de interpretar textos sagrados ou misteriosos, já se fazia presente como uma alavanca ao esclarecimento dos mistérios neles contidos.
Assim também ocorreu com os textos contidos na Bíblia, cujos estudos buscam desencadear, por meio de uma forma lógica, o entendimento àqueles que encontram dificuldades para interpretá-los.
E do conteúdo apresentado pela autora elaboramos e organizamos eventos por ela considerados relevantes para o entendimento da evolução da análise de conteúdos. Vejamos o material organizado no Quadro 1:
Quadro 1. Eventos relatados por Bardin (2011).
Ano de ocorrência
Evento
1640
Pesquisa de autenticidade feita na Suécia, com o objetivo de saber se esses hinos, em número de noventa, podiam ter efeitos nefsatos sobre os Luteranos; também foi efetuada uma análise dos diferentes temas religiosos, dos seus valores e das suas modalidades de aparição; o que poderia ser favorável ou desfavorável.
1888 - 1892
O francês B. Bourbon realizou trabalho sobre uma parte da Bíblia, Êxodo; como uma preparação elementar realizou a classificação temática das palavras-chave.
1908 - 1918
Foi feito um estudo sociológico profundo, a respeito da integração dos emigrantes polacos na Europa e nos Estados Unidos.Utilizou-se uma técnica elementar da análise de conteúdo, utilizando materiais como: cartas, diários íntimos, relatórios oficiais e artigos de jornal.
Início do século XX
A Escola de Jornalismo de Columbia inicia e a pesquisa se amplia nos estudos quantitativos de conteúdos de jornais; mede-se o grau de sensacionalismo, por exemplo. Acentua-se a análise pela contagem e pela medida – tamanho do título, localização da página. Com o advento da Primeira Guerra Mundial o inicio da análise da propaganda que se amplia durante a Segunda Guerra, ao final da primeira metade do século XX.
1927
Publicação: Propaganda Technique in the World War. Um estudo de H. Lasswell desde meados de 1915.
 Fonte: O autor. Adaptado e ajustado a partir de Bardin (2011, pp. 19-22).


Além dos fatos elencados no Quadro anterior há que se destacar o período compreendido entre 1940 e 1950 em que a análise de conteúdo de temas sobre política provocaram o desenvolvimento da “sistematização das regras e o interesse pela simbólica política” Bardin (2011). Naquele momento a grande nação Soviética e os Estados Unidos estabeleciam regras e desenvolviam temáticas que pressionavam as Nações em questão e provocavam o desenvolvimento de análises de conteúdos no sentido de estabelecer vantagens políticas.
Neste invtervalo de tempo, entre os anos 40 e 50 as análise temáticas, com contagens, de palavras e temas, associações e exames minuciosos tinham caráter deterministico e político.
E finalmente as tecnologias desenvolvidas para o aprimoramento das industrias de um modo geral e atingindo de forma acentuada o campo da medicina, por exemplo, também atingiram o campo da pesquisa; de forma particular a educação, em estágio de transformação em que se encontrava.
Foi desta forma que no período compreendido entre 1960 e 1975 que a máquina que revolucionaria as comunicações, o computador, surgiu.
Segundo Bardin (2011, p. 28) o primeiro fato aconteceu em 1966 em que a contagem por frequencia surgiu como uma real possibilidade, o que permite, então “a por questões sobre a ponderação ou a distribuição das unidades de registro, assim como a ultrapassar a dicotomia análise quantitativa/análise qualitativa” (idem, p. 28). Com o passar dos anos, a evolução constante e acelerada dos computadores, bem como o interesse dos pesquisadores por poder acelerar suas análises, chegamos aos anos 70 com mais possibilidades e interesse do mundo academico cientifico em agregar aos seus estudos e tarefas cotidianas valor, rigor, avaliação, compilação e análise, os artefatos elevariam ao status de centro das atenções o que viria a ser denominado tecnologia das informações e comunicações (TIC).
Diferentemente de Bardin, as pesquisadoras brasileiras Bernardete Gatti e Marli André, encontram o ponto inicial em 1972 em um documento originado de um Seminário realizado em Cambridge no Reino Unido. O resultado foi a publicação do livro Beyond the Numbers Game (1977), no qual foram “ discutidos métodos não convencionais de avaliação e foram feitas propostas para novos estudos na área” (GATTI e ANDRÉ, 2010, pp. 29-38). As autoras salientam que estes estudos em Educação no Brasil sofreram influência “dos estudos desenvolvidos na área de avaliação e de programas e currículos, assim como das novas perspectivas para a investigação da escola e da sala de aula”, (idem).
Segundo Gatti e André os métodos qualitativos em Educação no Brasil sofreram a influência de estudos desenvolvidos durante as avaliações de programas e currículos. As autoras destacam que foi a partir dos anos 1980 que emergiram grupos para trabalhar essas metodologias, oriundas de diversas publicações relevantes no exterior. Destacam ainda que a expansão “da chamada abordagem qualitativa veio no bojo de uma busca de métodos alternativos aos modelos experimentais, às mensurações, aos estudos empiricistas numéricos [...]” (2010, p. 33). Enfatizam, também, que “as contribuições advindas da utilização dos métodos qualitativos foram, e são, da maior relevância para a compreensão de inúmeras questões ligadas à Educação” (idem, p. 34).
Diante da nossa incansável curiosidade, como pesquisador, nos deparamos com o artigo de Krüger (2010), no qual o autor traça um breve relato sobre a trajetória da pesquisa qualitativa na Alemanha.
Desta forma iremos organizar em um Quadro o que o autor nos traz, no sentido de ampliar e notoriar a importância da PQ (Pesquisa Qualitativa), naquele país, e que reflete, em parte, a importância do assunto no continente europeu. Krüger ressalta que na Alemanha e em outros países da Europa a PQ se iniciou nos anos 70 do século passado, mas destaca que o assunto pode ser entendido como tendo vestigios iniciais no século XVIII. Vejamos:
Quadro 2. Eventos relatados por Krüger (2010).
Ano/século de ocorrência
Evento
Século XVIII
Trapp e Niemeyer tentaram fundar uma teoria cientifica e prática pedagógica moderna de educação e formação, com base em abordagens biográficas e etnográficas.
1900
George Misch publicou o primeiro livro sobre o tema intitulado História da autobiografia.
1935
Martha Muchow utilizou métodos etnográficos e biográficos sobre “O espaço social de crianças no meio urbano”, que contribuiu de forma profunda sendo uma das primeiras contribuições para a pesquisa sobre socialização infantil e juvenil.
1920
Peter e Else Petersen desenvolveram as primeiras abordagens para uma etnografia pedagógica no campo da pesquisa sobre escola e currículo com base em observações de situações pedagógicas.
1950
Bertlein e Roeβler retomaram a tradição da pesquisa qualitativa da década de 1920 para analisar a compreensão e a mentalidade dos alunos no período pós-guerra.
1962
Stückrath e Wetzel produziram estudo raro de etnografia e de documentação fotográfica de crianças em sala de aula.
1962
Roth proclamou “a virada realista” nas Ciências da Educação, seguida pelo desenvolvimento de uma forte tradição de pesquisa quantitativa.
1965 - 1975
Década da reforma educativa na Alemanha; quando autoridades políticas passaram a exigir dados empíricos sobre educação e socialização escolar, educação profissional e educação de adultos.
1970
Renascença da pesquisa qualitativa tanto nas Ciências da Educação como em disciplinas próximas, na Alemanha e Europa.
1980
Numa segunda fase, se torna evidente que dentro do paradigma qualitativo as diferenças entre abordagens e métodos eram muito significativas.
1990
A partir dai os processos de pesquisa qualitativa passram por um processo de aceitação tanto em nível nacional quanto internacional, na Educação e outros campos.
Fonte: o autor. Adaptado e ajustado a partir de Krüger (2010).

Krüger também nos esclarece que:
[...] o termo “pesquisa qualitativa” compreende várias abordagens que se diferem significativamente em seus pressupostos teóricos, na compreensão dos objetos e em seus enfoques metodológicos. Muitas tentativas no sentido de classificar essas diferentes abordagens e métodos de pesquisa já foram realizadas na Alemanha (p. ex., LMNEK, 1988; MAROTZKI, 1999; LÜDERS & REICHERTZ, 1986; FLICK, 1995). Esses autores sugerem uma diferenciação entre abordagens descritivas, etnometodológicas, estruturalistas e pós-modernas, que caracterizam diferentes interesses, assunções teóricas e métodos de pesquisa. (2010, p. 42).
Em nossa busca por entender a evolução histórica da PQ, nos deparamos com vertentes variadas e distintas, porém, convergindo no mesmo sentido, o de ampliar os horizontes das pesquisas na Educação e outras áreas, numa tentativa clara e consistente de não limitar-se aos eventuais enquadramentos da pesquisa quantitativa. Ambas se completam e ampliam os entendimentos dos pesquisadores que passam a atuar de forma ampla no anseio de compreender a ação humana enquanto sujeito do processo educacional e social. 
Já Flick (2009) salienta a evolução da pesquisa qualitativa em diversas áreas como a teoria fundamentada, a etnometodologia, análise narrativa e pesquisa biográfica, etnografia, estudos de gênero e, ainda, os avanços e tendências metodológicas relacionadas à análise de dados visuais e eletrônicos, bem como, as relacionadas à pesquisa qualitativa online. Além disso o mesmo autor relata a preocupação de diversos autores no que diz respeito ao uso de computadores na PQ, cuja finalidade é, de apenas auxiliar o pesquisador que é quem, efetivamente, realiza a análise dos dados. E, Richardson (2011, p. 90) destaca que “Durante os últimos 10 anos, a situação da pesquisa qualitativa mudou consideravelmente, adquiriu mais respeitabilidade”. O mesmo autor salienta que esta respeitabilidade foi custeada pela utilização de bases quantitativas no decorrer do processo de uma pesquisa.
Acrescentamos, como pesquisador, que as apurações acumuladas durante a utilização de um software, podem, sim, ser consideradas como dados quantitativos, que apoiam o trabalho do pesquisador em análise de dados qualitativos. Abaixo compilamos dados apresentados por Flick (2009).
Quadro 3. Fases na história da pesquisa qualitativa[1]
Alemanha
Estados Unidos
Primeiros estudos (final do século XIX e início do século XX)
Período tradicional (1900 a 1945)
Fase da importação (início da década de 1970)
Fase modernista (1945 até a década de 1970)
Início das discussões originais (final da década de 1970)
Mistura de gêneros (até meados da década de 1980)
Desenvolvimento de métodos originais (décadas de 1970 e 1980)
Crise da representação (desde meados da década de 1980)
Consolidação e questões de procedimento (final da década de 1980 e 1990)
Quinto momento (década de 1990)
Prática de pesquisa (desde a década de 1980)
Sexto momento (redação pós-experimental)

Sétimo momento (o futuro)
Fonte: O autor. Adaptado e ajustado a partir de Flick, 2009.

As perspectivas da pesquisa qualitativa diferenciam-se em suas suposições, teóricas e metodológicas e tres vertentes principais as resumem, segundo Flick (2009, p. 29), a saber, sendo extraídos:
a) Primeiramente das tradições do interacionismo simbolico e da fenomenologia.
b) Por segundo, uma linha principal esta ancorada teoricamente na etnometodologia e no construcionismo, e intera-se pelas rotinas diárias e pela produção da realidade social.
c) Um terceiro ponto de referencia abrange as posturas estruturalistas ou psicanalisticas que compreendem estruturas e mecanismos psicologicos inconscientes e configurações sociais latentes.
O autor ressalta que estas tres perspectivas diferenciam-se por seus objetos de pesquisa e pelos métodos empregados a estas mesmas pesquisas.
Já Bogdan e Biklen (1994) nos apresentam um breve relato a respeito da tradição da investigação qualitativa em educação e segundo estes, autores da investigação educacional tradicional apontam o ano de 1954[2] como “um ponto de viragem”, mas salientam que foi nos anos sessenta que efetivamente a pesquisa qualitativa viria a se verificar como um ato reconhecido por parte dos pesquisadores e dos analisadores destas pesquisas, em sua nova vertente, integrando várias disciplinas e discutindo o social e seus participantes.
Mantendo o que propomos, vamos organizar, também, a partir dos dados dos autores Bogdan e Biklen (1994), um quadro no sentido de facilitar o entendimento da evolução de fatos por eles identificados e relatados.
Quadro 4. Fatos relatados por Bogdan e Biklen.
Origens no Século XIX
Evento
Frederick LePlay
Estudou famílias de classe trabalhadora “observação participante”
Henry Mayhew
Publica London Labour and the London Poor, quatro volumes entre 1851 e 1862. Descrição das condições de vida dos trabalhadores e dos desempregados.
Charles Booth
Levantamentos sociais relativos aos pobres de Londres (1866). Booth viveu anonimamente entre as pessoas que observou.
Beatrice Webb
Ela e seu marido publicaram uma descrição da sua metodologia, que foi objetos de ampla leitura nos Estados Unidos (Webb e Webb, 1932).
W.E.B. Du Bois
Procedeu a um primeiro levantamento social, publicado em 1899, The Philadelphia Negro. Oservação de quarenta mil indivíduos de raça negra.
Inquérito de Pittsburgh
Conduzido a partir de 1906. Articulação entre o quantitativo e o qualitativo. Destaca-se que edificios escolares primeiro eram construídos e depois planejava-se o sobre o que poderia ser feito.
Lincoln Steffens
1904. apresenta a sua obra Shame of the Cities. Relata fatos vergonhosos com toda crueza e indiferença com que eram tratados à época.
Origens no Século XX

Franz Boas
1976. Estudos antropológicos relacionados à educação. Franz Boas é considerado o primeiro antropólogo a escrever sobre antropologia e educação (1898).
Nina Vandewalker
1898. Aplicou pela primeira vez a antropologia à educação em sua obra Some Demands of Education upon Anthropology. Abordou as relações entre a educação e a cultura.
Bronislaw Malinowski
1922. Primeiro antropólogo profissional a descrever o modo como obteve os seus dados e a experiência de trabalho de campo. Estabeleceu as bases da antropologia interpretativa, ao enfatizar a importância do apreender.
Margaret Mead
1942 e 1951. Essencialmente preocupada com o papel do professor e com a escola enquanto organização. Verificou a necessidade de professores para as distintas fases da evolução dos estudantes.
Robert Redfield
Seus estudos etnográficos tiveram muita influencia na investigação de campo.
Albion Small
1892. Fundou o departamento de Sociologia da Universidade de Chicago. A “Escola de Chicago” contribuiu enormemente para o desenvolvimento do método de investigação designado como qualitativo, (1920-1930). Estes pesquisadores baseavam-se nos dados recolhidos em primeira mão. Tem Robert Park como um dos seus mais importantes pesquisadores da Escola de Chicago. Esta escola enfatizou o estudo sociológico sobre a cidade de Chicago. Tempos depois a sociologia se diferenciou claramente da assistência social e reteve exclusivamente a influência do método de estudo de casos.
Fonte: O autor. Adaptado e ajustado a partir de Bogdan e Biklen, 1994.

Bogdan e Bikelem (1994) destacam, ainda, diversos fatos entre os 1930 e 1950 e apontam que Freud e Piaget, por exemplo, nunca foram incluídos entre os criadores da abordagem qualitativa, sendo que estes, realizaram diversas pesquisa baseadas em estudo de caso (observações e entrevistas em profundidade). Mas foi a partir da década de 1960 que a pesquisa qualitativa ressurgiu com força[3].Os anos setenta apresentaram a ivestigação qualitativa com características voltadas para a diversidade; de caráter avaliativo, cientifico versus intuitivo, jornalismo versus investigação, porém foi na educação que a modalidade explodiu. Nos anos 1980 os computadores e o feminismo encontram-se com a investigação qualitativa.
E a pesquisa qualitativa encontra-se em um momento de tendencias que são apontadas visto a relevancia da pesquisa social empirica nos mais diversos campos de aplicação. Entre estas aplicações estão as pesquisas nos espaços online que encontram apoio para sua devida organização em diversos artificios técnicos que facilitam o trabalho do pesquisador, disponíveis nos diversos programas, como: Atlas.ti, NVivo, MaxQDA, entre outros.
Destacamos, para voce pesquisador, que a historia se encontra com o momento que vivenciamos e as pesquisas em espaços online se acentuam.
Desta forma entendemos que para que voce possa avançar e obter sucesso em pesquisas online algumas habilidades básicas devem ser apontadas:
a) Ser capaz de utilizar um computador;
b) Ser capaz de utilizar os diversos softwares a sua disposição, explorando as multiplas possibilidades de enriquecer a sua pesquisa e facilitar o seu trabalho;
c) Saber navegar por meio dos diversos sites de busca disponíveis;
c) Ter acesso à Inetrnet, dentro do possível de boa qualidade e segura;
d) Ampla capacidade de planejamento de um “caminho” de pesquisa;
e) Saber explorar os softwares que possibilitam alocar seus arquivos na “nuvem”; não há mais espaço para mídias que se traduzem em perdas de dados e de retrabalhos;
f) Elevar ao extremo a sua curiosidade para explorar os espaço em que estiver pesquisando;
g) Jamais esquecer que “potencia não é nada sem controle”[4]; assegure-se de “salvar”, pois acender uma vela aumenta apenas a luz do ambiente;
f) Controle os seus impulsos de, por estar online, desviar-se constantemente dos seus objetivos; disciplina, perserverança e determinação estão além do horizonte que voce deseja alcançar;
h) Seja criativo; o receio e a insegurança serão determinantes para um trabalho mediocre;
i) Lembre-se: o que realizamos no mundo real também podemos fazê-lo no virtual, basta construir um “caminho” para orientar-se em todos os passos da sua pesquisa.
j) Valide, compare o que voce está pesquisando, encontrado durante o seu trabalho, afinal voce já terá reunido um bom número de autores para a sua fundamentação teórica.

REFERÊNCIAS
APOLINÁRIO, Fabio. Dicionário de metodologia: um guia para a produção do conhecimento científico. 1. ed. 2 reimpr. São Paulo: Atlas, 2007.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em Educação. Porto Editora, 1994.
BONAT, Debora. Metodologia da Pesquisa. 3 ed. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2009.
CHEES, Brian J.S.; FRANKLIN JUNIOR., Curtis. Cloude Computing – Computação em Nuvem. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda, 2013.
CIRIBELLI, Marilda Corrêa. Como elaborar uma dissertação de mestrado através da pesquisa cinetifica. Rio de Janeiro: 7Letras, 2003.
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
FLICK, Uwe. Introdução à Metodologia de Pesquisa: um guia para iniciantes. Porto Alegre: Penso, 2009.
GATTI, Bernardete e ANDRÉ, Marli. A relevância dos métodos de pesquisa qualitativa em Educação no Brasil. In: WELLER, Wivian, PFAFF, Nicole (Orgs). Metodologias da pesquisa qualitativa em Educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010, p. 29-38.
GIBBS, Graham. Análise de dados qualitativos. Porto Alegre: Artmed, 2009.
GRAY, David E. Pesquisa no mundo real. Porto Alegre: Penso, 2012.
Kahlmeyer-Mertens, Roberto S. [et al]. Como elaborar projetos de pesquisa: linguagem e método. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007.
KELLE, Udo. Análise com auxílio de computador: codificação e indexação. In: BAUER, Martin W, Gaskell, George (Orgs). Pesquisa qualitativa com texto: imagem e som: um manual prático. 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 393-415.
KRüGER, Heinz-Hermann. A relevancia dos métodos de pesquisa qualitativa em Educação na Alemanha. In: WELLER, Wivian, PFAFF, Nicole (Orgs). Metodologias da pesquisa qualitativa em Educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010, p. 39-52.
LANKSHEAR, Colin. KNOBEL, Michele. Pesquisa pedagógica: do projeto à implementação. Porto Alegre: Artmed, 2008.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio da pesquisa. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Editora Vozes: Petrópolis, RJ, 1993, p. 9-15.
SIEVERT, G. L. Formação online para professores que atuam com alunos em tratamento de saúde. Orientadora: Elizete Lúcia Moreira Matos. Curitiba: PUCPR, 2013.
STAKE, Robert E. Pesquisa qualitativa: estudando como as coisas funcionam. Porto Alegre: Penso, 2011.
STRAUSS, Anselm; CORBIN, Juliet. Pesquisa qualitativa: técnicas e procedimentos para o desenvolvimento de teoria fundamentada. Porto Alegre: Artmed, 2008.





[1] Para aprofundar o entendimento a respeito consultar Flick (2009 p. 20-38).
[2] Segundo Bogdan e Biklen: Travers, R. (1978)  An introducion to educational research (4th ed.) New York: Macmillan e Tyler, R. (1976). Prospects for research and development in educations. Berckeley. CA: McCutcheon.
[3] Para ampliar o conhecimento consultar Bogdan e Biklen (1994), páginas 19 a 46.
[4] Alusão ao chamado de uma divulgação da Pirelli Pneus.

terça-feira, 21 de março de 2017

Verdade e sua relação com a realidade

Verdade e sua relação com a realidade

O que é a verdade e qual a sua relação com a realidade?
É o abstrato? O inconsciente? O absoluto? A dignidade? A indignação? A tolerância ou a intolerância? A mentira necessária? O que há para que possamos definir a verdade? Deus ou a capacidade inata de raciocínio atribuída aos homens por ele? Deparar-se com a dura realidade do nosso dia a dia e acreditar que dias melhores virão? Dúvidas? Sim, acreditar gera dúvidas. Então como definir algo tão complexo? Ao longo da história da humanidade observamos que “donos da verdade tentaram impor a outros povos o melhor para viver, crer e vencer”. Será a Lei da Evolução uma verdade? Será a morte um final absoluto, redentor e verdadeiro? Poderia encerrar este breve texto agora, deterministicamente ao afirmar: a verdade está unicamente em cada um de nós, na fé e na lapidação interior de nossa joia mais preciosa, nosso eu, nossa individualidade. Mas a individualidade não é composta de vida e de morte, alegrias e tristezas, tolerância e intolerância? Esta dualidade nos leva de volta à estrada do questionamento: a verdade pode ter dois sentidos? Pode ser única para dois seres humanos, racionais e tolerantes? Dificilmente. O que é a verdade para governantes e governados? É o que um dá e o outro espera receber? É um conjunto de favorecimentos ou benefícios?
A verdade é um momento. Para quem quer seja, esteja onde estiver, bem ou mal, poderá ser para este ou aquele, aquilo que o satisfaz. Aquilo que queria ouvir ou alcançar, ou conquistar. A virtude é a verdade? Basta em si para ser única? Acredito que sim, e que a verdade esta contida em cada um de nós, de forma distinta, tão simples e tão fácil de ser encontrada, o que a torna tão indefinível e longínqua. Para a nossa realidade material, nosso dia a dia em constante evolução, informações transbordando, resta o equilíbrio, a capacidade de discernimento, o bom senso e a convivência em harmonia.
Genaldo Luis Sievert



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Celebração, uma reflexão

Genaldo Luis Sievert


Celebração, uma reflexão

        A vida tem desde seu início uma referência festiva seja de adoração ou de comemoração.
            Assim desde os primordios da existência da raça humana sobre a face da terra encontramos elementos diversos de celebração.
            Celebramos por gratidão a um único dia ou por uma completa existência.
            Celebramos mas também fomos celebrados quando nascemos pois a vida se manifestou.
            Celebramos as passagens da vida humana em sua curta temporalidade terrena e comemoramos cada passagem como uma vitória, sim, pois a vida é uma luta natural e instintiva.
            Para celebrar oramos, agradecemos pelos dias de sol ou de chuva, pelos amigos, pelo afastamento das tentações, pela saúde dos familiares, e pelo perdão àqueles que praticam o mal.
            Celebramos a natureza, que prodiga, nos brinda com quatro estações em um interminável ciclo laborioso que é como o girassol que acompanha o nascer e o por do sol.
            Celebramos tanto que as vezes nos esquecemos de agradecer a Deus, ou àquele que o bem nos faz.
            Celebramos contando nossas histórias, nossos feitos e conquistas diversas.
            Cada passagem da vida é uma celebração, não importa a origem ou a cor da raça a qual pertencemos, afinal somos únicos na nossa individualidade.
            Cada vida é uma passagem em busca da perfeição.
            Assim o é a celebração ou ato de celebrar a fé[1] ou a crença[2].
            Assim celebramos, também, na Maçonaria.
            Celebramos nas Iniciações, pois, cada uma delas é uma conquista e para cada uma delas possuímos uma alegoria que transmite uma mensagem.
            Celebramos nestas Iniciações os elementos terra, água, fogo e ar, celebramos a vida em seus ciclos.
            Celebramos com alegorias e com lenda. Celebramos com ensinamentos.
            Celebramos com união, celebramos aceitando, tolerando e lapidando.
            Celebramos buscando o entendimento da vida, individual e coletiva.
            Celebramos discutindo, polindo o pensamentoo e garimpando o entendimento.
            Celebramos o passado e o presente, o futuro, assim, com certeza será melhor.
            Celebramos a  continuidade por meio dos estudos.
            Celebramos a Lenda da qual extraímos elementos que celebram a vida, o reencontro, a justiça e a compreensão.
            Celebramos a Lenda na qual encontramos a alegria e a tristeza, a sabedoria e a reconstrução.
            Celebramos o fim de uma longa jornada em busca da verdade e da reparação.
            Celebramos a continuidade da ideia[3] e do ideal[4] sem o que perderíamos o nosso norte.
            Celebramos quando elevamos nossa ideia contemplativa de fé na vida e no bem comum e agradecemos ao Senhor do Universo, no qual depositamos a esperança de nossa existência; celebramos e dirigimos a Ele nossa gratidão e a nossa esperança por um mundo mais justo. 



[1] “Adesão aos dogmas de uma doutrina religiosa considerada revelada”. Conforme Dicionário da Língua Portuguesa. Porto Editora – Mobile.
[2] “Aquilo em que se crê”. “Confiança”. “Atitude de espírito de quem admite (com grau variável de certeza) uma coisa como verdadeira”. Conforme Dicionário da Língua Portuguesa. Porto Editora – Mobile.
[3] Aqui entendido como: “Representação intelectual, abstrata e geral, de um objeto de pensamento”. Conforme Dicionário da Língua Portuguesa. Porto Editora – Mobile.
[4] “Que constitui uma ideia ou a determinação de uma ideia... Que não existe na realidade, imaginário”. Idem.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: LEGISLAÇÃO E HISTÓRIA


PUBLICADO NO XII CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - EDUCERE - PUC-PR 26 A 29 DE OUTUBRO DE 2015 - ISSN - 2176-1396 EM MESA REDONDA

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: LEGISLAÇÃO E HISTÓRIA

Genaldo Luis Sievert[1] - PUCPR - SIEVERT, G.L.

Grupo de Trabalho – Educação, Complexidade e Transdisciplinaridade
Agência Financiadora: não contou com financiamento

Resumo
O documento em questão é resultado de uma pesquisa bibliográfica e tem como objetivo a coleta de dados sobre a temática Educação Profissional, Legislação e História, no sentido de oferecer subsídios teóricos para discussão em Mesa Redonda.  Avançamos ao longo desta peça teórica numa jornada de resgate de parte da história da educação profissional, em especial no Brasil, pinçando ao longo da pesquisa os dados pertinentes aos diversos diplomas legais, que ao longo do tempo e de acordo com a evolução socioeconômica foram amparando e orientando as instituições responsáveis pela oferta destes cursos, cujo objetivo principal é o preparo para o trabalho. Ao método aplicamos uma sistemática de coleta de dados bibliográficos, leitura, seleção dos trechos a serem utilizadas, coleta dos textos, aplicação e análise ao final do trabalho. Os autores que amparam o trabalho são: Barato (2002), Behrens (2010), Camargo (2002), Carneiro (2012), Gilio (2000), Moraes (2009), Morin (2002), Santos (2010), Sapelli (2008), Saviani (2008 e 2005), Strauss e Corbin (2008) e Tapscott (2011). Para analisarmos o resultado do trabalho elaboramos um quadro reunindo considerações de três autores em que efetuam sugestões para melhorias na aplicação das políticas públicas e das ações de caráter didático pedagógico. Diante das considerações destes autores conclui-se que a base em que deve se desenvolver os trabalhos para a educação profissional estão longe do estágio ideal e que a aplicação das políticas públicas emaranha-se com as muitas dificuldades financeiras em que se encontra a Nação além da constante dificuldade de formação e aperfeiçoamento dos professores, relacionadas à adaptação ao contexto em que atuam e ao mundo tecnológico em que vivemos ambas aliadas à falta de acompanhamento e fiscalização dos órgãos competentes.

Palavras-chave: Educação profissional. Legislação. História.
Introdução
Este documento tem a intenção de apresentar os elementos que nortearam a evolução histórica da Educação Profissional no Brasil, aqui entendida como parte da educação certificada pelos diplomas legais. A Educação é dever de todos e deve estar “inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” [2].  
E a história começa para o futuro. Um ponto de partida no passado, amparado por ideias, discussões e quebra de paradigmas[3] no sentido de rompimento para libertar o individuo intelectual e socialmente dos jugos dos mais fortes e dos poderes constituídos de sociedades que se limitavam a explorar a força e o intelecto em causa da concentração de receitas e da manutenção do status quo.
Difícil imaginar onde poderíamos chegar a partir do início do Século XX. Um mundo em “ebulição” que de 1901 a 2000 teve um crescimento extraordinário saltando 1,6 bilhão para 6,1 bilhão de pessoas sendo que de 1987 a 1997 ocorreu o maior aumento, 1 bilhão de pessoas.
Neste período também ocorreram guerras e revoluções, movimentos sociais em prol dos mais diversos interesses da população e/ou dos Estados constituídos. Entre 1940 e 1980 é que houve o maior crescimento no Brasil, baixa mortalidade e elevada natalidade, a partir de 1990 menor crescimento e maior envelhecimento da população.
No Século XX diante da necessidade de suprir necessidades para a grande massa populacional governos e instituições avançaram no campo da pesquisa e uma verdadeira avalanche de soluções tecnológicas foi desenvolvida e/ou aprimorada e colocadas em uso em prol da melhoria da qualidade de vida e para estimular o desenvolvimento nos mais diversos segmentos do mundo capitalista.
E toda esta transformação atingiu os mais diversos segmentos e impulsionaram melhores condições de saúde e saneamento, ganhos de produtividade e renda, mas também acelerou as diferenças entre as diversas camadas sociais.
Na década de 1980 o que era um mero terminal para análise de dados ou para cálculos diversos grande e pesado, em um curto espaço de tempo, aprimorado, foi parar nas mãos de milhares de pessoas ao redor do mundo. O computador projetado e aperfeiçoado ampliou a velocidade das transformações ao redor do mundo.
E chegou... Chegou a Era da Tecnologia e mudou as características do mundo dos negócios, da medicina, da pesquisa de um modo geral e aportou no mundo da educação em toda sua ampla atividade.
Desta forma e diante da nossa exposição inicial é nossa ideia trazer a este contexto, de forma concisa e cronológica um pouco da evolução da Educação Profissional no Brasil, para tanto apoiaremos o conteúdo por meio de uma pesquisa bibliográfica e fugindo a regra não discutiremos as ideias dos autores selecionados, mas sim, alargaremos e estenderemos as citações no sentido de apresentar conteúdo teórico suficiente de amparo a outros dois artigos que serão discutidos em Mesa Redonda.
A metodologia e o método de coleta de dados se apoia no que Strauss e Corbin (2008, p.17) consideram ser “[...] uma forma de pensar sobre a realidade social e de estudá-la. [...] um conjunto de procedimentos e técnicas para coletar e analisar dados. [...] os processos analíticos por meio dos quais os dados são divididos, conceitualizados e integrados para formar a teoria”. Ao método aplicamos uma sistemática de coleta de dados bibliográficos, leitura, seleção dos trechos a serem utilizadas, coleta dos textos, aplicação e análise ao final do trabalho.
Desenvolvimento
Entre os séculos 18 e 19 com os cursos de Taquigrafia na Europa e nos Estados Unidos surgiram os primeiros cursos de Educação Profissional praticados na modalidade de estudo a distância.
Ao longo de décadas a Educação Profissional evoluiu e acompanhou o desenvolvimento de novas tecnologias, como rádio e televisão e utiliza, ainda, estas mídias para oferecer cursos diversos para atender as necessidades daqueles que desejam aprimoramento e desenvolvimento para a prática profissional. Na esteira da evolução tecnológica esta modalidade educacional é, hoje, também, promovida e realizada por meio de plataformas virtuais online.
A Legislação e a história
A Educação Profissional de acordo com o conteúdo do Art. 39 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) tem a seguinte redação dada pela Lei 11.741, de 2008: “A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia”. O mesmo artigo em seu inciso 1° esclarece que os cursos poderão ser organizados por eixos tecnológicos com diferentes itinerários, o 2° inciso expressa que esta modalidade de educação contemplará os seguintes cursos de acordo com o texto da Lei 11.741/08:
a)      De formação inicial e continuada ou qualificação profissional (acrescentado pela Lei 11.741/08).
b)      De educação profissional técnica de nível médio (incluído pela mesma Lei).
c)      De educação profissional de graduação e pós-graduação (incluído pela mesma Lei), sendo que estes deverão ser organizados de acordo com as diretrizes curriculares nacionais.
 Em Carneiro (2012, p, 318-319) encontramos excelente reflexão pertinente à atenção dada à educação profissional no sentido que:
A LDB dedica uma atenção especial à educação profissional e tecnológica. O relevo que o assunto merece decorre de uma profunda mudança por que passa o chamado mundo do trabalho. Mais do que nunca, este mundo vai-se transformando no mundo do conhecimento, do saber vertido em operações produtivas. A premência por uma formação profissional comprometida com uma cidadania ativa decorre dos seguintes fatores: a) [...] das políticas de desenvolvimento econômico e tecnológico do país, das políticas sociais voltadas para o trabalho produtivo e para a geração de renda e de estratégias fecundadoras de parcerias e de integração. B) A legislação da educação básica e dos institutos normativos decorrentes, ao contribuir para a falta de foco na educação do cidadão produtivo, concorreu sempre para a desarticulação entre os vários sistemas de ensino profissionalizante, gerando um subaproeveitamento dos recursos existentes.  C) A educação profissional no Brasil possui historicamente, uma estrutura inflexível e, em decorrência, sempre teve dificuldade de atender, com agilidade, a crescente demanda por níveis mais elevados de qualificação. D) O modelo tradicional de oferta de cursos profissionalizantes contribuía para aprofundar as desigualdades sociais à medida que se mostrava impermeável à diversidade socioeconômica e cultural do país. E) A PEA[4] brasileira é constituída de 93 milhões de pessoas, com média de 7 anos de escolaridade, e oriundas de escolas de baixa qualidade. Nos países da OCDE[5], a média de escolaridade é praticamente o dobro da apresentada pela população de trabalhadores brasileiros. F) Por fim, os educadores brasileiros e a própria academia dificultaram sempre o diálogo entre o mundo empresarial e a escola. Com isto inviabiliza-se o currículo focado em competências, como se o trabalho produtivo não possuísse uma natureza social.
E fatores diversos conduzem os responsáveis por acompanhar e praticar melhorias em prol de melhores condições àqueles que irão buscar se inserir na sociedade do conhecimento e na enorme ciranda do mundo capitalista, às praticas das regulações e da instituição dos diplomas legais. Sendo assim organizamos e apresentamos no quadro 1 uma relação cronológica para facilitar o entendimento que o assunto requer, bem como para salientar a importância para a sociedade como um todo.
Quadro 1. Organização dos principais eventos legais da Educação Profissional.
Ano
Evento e/ou finalidade
1909
Surgiram as Escolas de Aprendizes e Artífices. Decreto n° 7.566, de 23 de setembro de 1909.
1931
Decreto n° 20.158, de 30/6/1931. Reforma o ensino comercial que, entre outras providências, organizou essa modalidade nos níveis médio e superior e regulamentou a profissão de contador.
1931
Criação do Conselho Nacional de Educação. Decreto n° 10.850, de 11/4/1931. Conselho destinado a assessorar o Ministro na administração e direção da educação nacional.
1942 a 1946
Implantação dos ensinos industrial, comercial e agrícola.
1959
Rede Federal de Ensino Técnico e as Escolas Técnicas Federais (por meio do Decreto 47.038/59).
1961
Lei 4024/61, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. O ensino profissional readquire sua natureza educativa. Equivalência entre cursos técnicos e secundários para fins de ingresso em curso superior.
1997
Decreto 2.208/97. No sentido de integração da educação geral/educação profissional e tecnológica.
2004
Decreto 5.154/04. Normatiza e estabelece que a educação profissional deverá ser organizada por áreas profissionais, em correspondência a cada estrutura sócio ocupacional e à base tecnológica requerida e, ainda, mediante processos articulados, envolvendo trabalho, estruturas de emprego, e fundamentos e tendência científica e tecnológica. Institui doze eixos tecnológicos.
2005
Decreto 5.478 estabelece o Proeja – Programa de Integração de Educação Profissional ao Ensino Médio. Dispõe sobre a formação inicial e continuada de trabalhadores bem como sobre a educação profissional técnica de nível médio.
2005
Surge o Projovem – Programa Nacional de Inclusão de Jovens. Neste mesmo tempo a Lei Federal 11.129/05 instituiu o Conselho Nacional da Juventude e a Secretaria Nacional da Juventude.
2008
Lei 11.741 de 2008: altera dispositivos da Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996 com a intenção de redimensionar, institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica.
2008
Lei 11.892/08 institui a Rede Federal de Educação Profissional.
Fonte: adaptado e organizado pelo autor a partir de Carneiro (2012) e Santos (2010).

E esta sequencia de atos legais nos conduz a buscar elementos discutidos por alguns autores que apontam a cooperação entre governo, empresários e sociedade em geral como fundamental para uma sociedade mais justa e com boa distribuição de renda. Gilio (2000, p. 22) ressalta que “se por um lado a construção da competitividade é imprescindível [...] por outro, ela supera os limites do setor produtivo e se coloca como problema nacional: a formação dos trabalhadores é um problema estrutural, de responsabilidade conjunta do governo e iniciativa privada [...]”.
Saviani (2008, p. 155) discorre sobre o avanço em relação ao Decreto n. 5.154, de 2004, por meio do qual “retoma-se a tendência da formação integrada que caminha na direção da superação da dualidade entre educação geral e formação profissional, revertendo-se o retrocesso representado pelo decreto do Governo FHC[6]”.  O Decreto n. 5.154 foi sancionado durante o Governo de Luis Inácio Lula da Silva. Observamos então uma clara situação de conflito de interesses oriundas dos mais diversos grupos econômicos e do governo. Saviani (2008) destaca também que “essa mudança precisaria ser acompanhada por uma reorientação prática da política nacional que assegurasse o compromisso do Estado com o financiamento da educação publica, fortalecendo os centros federais de educação [...]” (idem p. 155).
Sapelli (2008, p. 54) comenta sobre a temática que “podemos perceber que nesse novo momento do capitalismo não há liberdade a não ser para o capital”, referindo-se a evolução acelerada e ao descompasso existente por parte das políticas públicas. A autora discorre, também, sobre a evolução da educação profissional no Paraná, destacando que pertinente ao século XIX poucos relatos foram encontrados, porém, o que foi identificada expressa “o mesmo caráter classista que encontramos na história da educação brasileira” [...] “O ensino profissional do Paraná também esteve, no início de sua história, marcado pelo assistencialismo e disciplinamento dos pobres.” (2008, p. 62), a autora destaca também a importância da criação, em 07 de julho de 1947 do SENAC, no Paraná.
Dos autores elencados até agora, todos registraram a preocupação com a formação específica de professores, fator essencial para o sucesso da empreitada social.
Dos conteúdos analisados fica evidente que o sucesso da educação profissional, seja sob a gestão do Estado, seja sob a gestão da iniciativa privada, ou mesmo numa ação conjunta, não será bem sucedida se não houver uma política pública voltada ao estímulo da indústria, do desenvolvimento dos serviços da evolução da agricultura da perfeita harmonia entre educar para a profissão, produzir, exportar, importar, gerando empregos e poder compra. Fica claro que discurso e diplomas não satisfazem.
Camargo (2002) narra em sua obra o contexto de acompanhamento de projetos inovadores, experiências vividas e relatadas e catalogadas em todo o território brasileiro.
A autora esclarece que são ações no âmbito dos Planos Estaduais de Qualificação (PEQs), “que articulam as ofertas e as demandas locais por educação profissional, contemplando projetos e ações cuja execução deverá beneficiar anualmente cerca de 20% da população economicamente ativa.” (2002, p. 2). Este documento de Camargo (2002) visa oferecer “subsídios e orientações técnicas para que as informações e os documentos que estão sendo produzidos [...] possam ser organizados e manejados de modo a constituir verdadeiramente um apoio informativo para a ação dos colegiados [...]” (idem p. 4).
A desigualdade estruturante do sistema educacional adicionada de complexos fatores regionais de um país continental, talvez seja a motivação para ampliar a discussão a respeito da temática aqui discutida, de forma concisa, elencando dados de aspectos legais e construção histórica, sendo esta construída pelos atores envolvidos: governo, sociedade e comunidade econômica, aqui entendida como geradora do ciclo capitalista contemporâneo, gerador de riquezas e ao mesmo tempo motivador da alta concentração de recursos financeiros numa pequena parcela da população.
Uma excelente contribuição nos é apresentada por Saviani (2005, p. 20-21), esclarecendo sobre o período de recuperação econômica pós 1930:
[...] e se estende até a crise da década de 1970, o processo produtivo e a organização do trabalho estão ainda sob a égide do taylorismo-fordismo. A economia de escala e a produção em série para o consumo de massa implicam o uso de um grande contingente de trabalhadores, o que facilitava tanto a organização sindical como a regulamentação estatal. Assim, o chamado “Estado de Bem-estar” traduziu um determinado grau de compromisso entre Estado, empresas e sindicatos de trabalhadores que, numa fase de crescimento da economia, assegurou um relativo equilíbrio social e impulsionou significativamente o desenvolvimento das forças produtivas capitalistas, cujo resultado se materializou num avanço tecnológico de tal proporção que deu origem a uma nova “revolução industrial”: a revolução microeletrônica, também denominada “revolução da informática” ou “revolução da automação”.  
Capitalismo, trabalho e seus modelos de produção, governo e sociedade, aparentemente pilares de sustentação de uma sociedade equilibrada e justa. Porém com o advento da “revolução da informática” uma suposta evolução da educação foi colocada sob “xeque mate”, para Saviani (2005) a educação que tenderia a evoluir sobre a base do desenvolvimento tecnológico é colocada, inversamente sob a determinação das condições impostas pelo novo capitalismo. Temos, assim, o momento em que se institui a concepção produtivista de educação que dominou a segunda metade do século XX.
E estamos centrados nesta vertente que propõe o desenvolvimento, aprimoramento e aplicação das normas regulatórias. Estimular o desenvolvimento educacional e profissional é dever do Estado e Sociedade no intuito de torna-los sólidos e competitivos.
Nos últimos anos os sistemas do comércio e indústria estiveram envolvidos em aprimorar, esclarecer, e desenvolver pessoas no sentido de facilitar a inclusão destas no mercado de trabalho e/ou no sentido de estimular o desenvolvimento de novos negócios.
Segundo Saviani (2005, p. 23) estes ciclos de retomada de discussões sobre aprimoramento para a educação profissional parecem se fundir aos períodos de crises econômicas. Para ele “[...] parece haver claramente um processo intencional de administração de crises”. Segue na mesma linha afirmando que “[...] parece tratar-se de uma relevante transformação do capitalismo que afetou decisivamente o mundo do trabalho e a educação na segunda metade do século XX, mantendo-se presente no princípio do século XXI” [7].
  Realizadas estas considerações devemos nos ater e destacar a complexidade do mundo contemporâneo em que vivemos. Um emaranhado mundo novo repleto de informações, incessante, onde a eletrônica e a rede mundial, a internet, suportam uma enorme carga de trocas de conteúdos e protocolos de controle de operações as mais diversas.
A educação profissional, aqui discutida, se encontra com esta realidade e hoje é possível aprimoramento a milhares de quilômetros da instituição de ensino. Hoje há no Brasil mais de 5.300 polos de apoio aos alunos e novas Diretrizes estão por vir na intenção de melhorar as condições do ensino a distância, que requer a utilização de plataforma online  e de atividades práticas nos polos de apoio[8].
O complexo e dinâmico mundo corporativo tem buscado suas próprias soluções ao incorporar Universidades Corporativas no sentido de aprimorar e desenvolver o público que em suas bases desenvolvem trabalhos diários.
Esta noção surgiu da observação de suprir necessidades específicas de cada segmento.
“Hoje, os mercados de trabalho são globais e, no contexto de modelos de negócios em rede, os trabalhadores do conhecimento enfrentam competição em tempo real. Os trabalhadores e gestores devem aprender, adaptar-se e desempenhar como nunca antes”. Tapscott (2011, p. 141). O mesmo autor considera que “o verdadeiro aprendizado começa quando os estudantes deixam a sala de aula e começam a discutir e a internalizar o que acabaram de ouvir”. (idem).
Criar uma cultura de colaboração envolvendo todos os segmentos da sociedade, eis uma proposta que nos parecer favorecer para o futuro da sociedade.
Considerações Finais
Diante do conteúdo que apresentamos e que pretende servir de apoio aos conteúdos a serem apresentados durante a realização de uma Mesa Redonda, cabe a partir de agora observar as considerações dos autores selecionados no que diz respeito aos pós e aos contras. Para tal e diante do que apresentamos elegemos três autores a partir dos quais iremos elaborar um Quadro apontando o que cada um considera importante no que tange ao desenvolvimento da educação profissional.
Quadro 2. Destaque e proposição de cada autor para a educação profissional.
Carneiro (2012, p. 335)
Barato (2002, p. 137-138)
Santos (2010, p. 116-117)
“[...] imperativo trabalhar um conceito diferenciado e dinâmico de sistema de educação profissional sustentado nos seguintes delineamentos estruturantes [...]”.
“[...] vou anunciar de modo direto, sintético e com certa clareza, meus propósitos e sugestões. A meu ver é preciso repensar a didática quando se quer fazer educação profissional, considerando [...]”.
Santos propõe a utilização das dez novas competências para ensinar que o Mestre Perrenoud postulou. Ele esclarece que nesse trabalho Perrenoud propõe as competências a seguir.
Conhecimento dos traços marcantes do setor produtivo.
A organização do ensino fundada na escola acadêmica é incapaz de gerar uma didática adequada à elaboração do saber técnico.
Centrar-se nas competências a serem desenvolvidas nos alunos e nas mais fecundas situações de aprendizagem.
Levantamento das variáveis e dos indicadores da estrutura econômica, científico-tecnológica, organizacional, ocupacional e sócio-educativo-cultural do país, região e da sociedade local.
Eleger consciente ou inconscientemente, a teoria como senhora da prática é uma solução que desvaloriza o saber técnico.
Diferenciar seu ensino, praticar uma avaliação formativa, para lutar ativamente contra a reprovação.
Delimitação das áreas profissionais, a partir do entendimento dos seus processos e de suas funções.
O uso de pares antiéticos como teoria/prática ou conhecimento/habilidade para classificar conteúdos de ensino está fundado em epistemologia que desconsideram a dinâmica das atividades humanas.
Desenvolver uma pedagogia ativa e cooperativa fundamentada em projetos.
Inventário das competências profissionais identificadas como relevantes para o mercado de trabalho.
Mais educação geral é direito e necessidade do trabalhador-cidadão. É preciso, porém, depurar o discurso, para que a defesa da educação geral não signifique perder de vista a especificidade da educação profissional.
Entregar-se a uma ética explicita da relação pedagógica e ater-se a ela.
Definição dos conteúdo a serem casados com as competências profissionais.
Técnicas e habilidades exigem tratamento metodológico que garanta bons resultados do aprender a trabalhar. Essa circunstância coloca o desafio de construir uma pedagogia voltada para o saber técnico.
Continuar a sua formação, a ler, a participar das manifestações e reflexões pedagógicas.
Foco continuamente na educação geral e educação profissional, de tal sorte que se assegure ao aluno trabalhador uma base ampla de formação e níveis crescentes de qualificação.
 Os modos hegemônicos de ver o conhecimento em educação estão marcados por ideias transmissivistas e reificadoras do saber. Essa tendência consagra uma educação palavrista e bancária. É preciso superar tal visão com uma pedagogia voltada para a construção compartilhada do saber.
Questionar-se, refletindo sobre a sua prática, individualmente ou em grupo.
Balizamento dos perfis profissionais através do contorno das competências profissionais.
Insistir na teoria pode ser uma forma ideológica de “demonstrar” a inferioridade do trabalho técnico. Insistir na prática pode ser uma forma de instrumentar o trabalhador em sua luta por condições mais dignas de trabalho. Contraditoriamente, certo criticismo esquerdizante, que insiste na transmissão de conteúdos teóricos, é uma forma sutil de esvaziar a técnica de significado, justificando a divisão entre trabalho manual e trabalho intelectual.
Participar da formação inicial dos futuros professores.
Operacionalidade dos processos de certificação total ou parcial, mediante instituições competentes, flexibilizando o processo formativo por via de entradas e saídas intermediárias.

Trabalhar em equipe, relatar o que faz, cooperar com os colegas.
Construção de alianças e parcerias dentro de um processo contínuo de complementaridade e de multiplicação de resultados.

Inserir-se em um projeto de uma instituição ou uma rede.
Sintonia com as tendências de apropriação tecnológica do setor produtivo e com o nível de percepção profissional dos alunos egressos, como forma de garantir a permanente atualização do currículo.

Engajar-se nos procedimentos de inovação individuais e coletivos.
Busca da ruptura do dualismo estrutural entre Ensino Médio e educação profissional, através de políticas pautadas pela inclusão, qualidade social e materialidade da proposta de educação integrada contida no Decreto 5.154/04.


Fonte: o autor.  Organizado e contextualizado a partir dos conteúdos dos autores selecionados.

Diante do que reunimos no quadro 2, temos como resultado do trabalho, considerações de três autores em que efetuam sugestões para melhorias na aplicação das políticas públicas e das ações de caráter didático pedagógico. Diante das considerações destes autores conclui-se que a base em que deve se desenvolver os trabalhos para a educação profissional estão longe do estágio ideal e que a aplicação das políticas públicas emaranha-se com as muitas dificuldades financeiras em que se encontra a Nação, ao longo dos anos, além da constante dificuldade de formação e aperfeiçoamento dos professores, relacionadas à adaptação ao contexto em que atuam e ao mundo tecnológico em que vivemos ambas aliadas à falta de acompanhamento e fiscalização dos órgãos competentes.


Referências

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BRASIL. Pronatec. MEC. Catalogo Nacional de Cursos Técnicos. Disponível em:< http://pronatec.mec.gov.br/cnct/> acesso em: 10ago2015.
CAMARGO, Célia Reis. Experiências inovadoras de educação profissional: memória em construção de experiências inovadoras na qualificação do trabalhador (1996-1999). São Paulo, Editora UNESP: Brasília, DF: Flacso, 2002.
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MORAES, Maria Cândida. Paradigma educacional emergente. 9. ed. Campinas, SP: Papirus, 2009.
MORIN, Edgar. Os sete saberes para a educação do futuro. Lisboa, Portugal: ed. Neograf, 2002.
SANTOS, Jurandir dos. Educação profissional & práticas de avaliação. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2010.
SAPELLI, Marlene Lucia Siebert. Ensino profissional no Paraná: aspectos históricos, legais e pedagógicos. GUarapuva: Unicentro, 2008.
SAVIANI, Dermeval. Da nova LDB ao FUNDEB:  por uma outra política educacional. 2 ed. rev. e ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.
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STRAUSS, Anselm; CORBIN, Juliet. Pesquisa qualitativa: técnicas e procedimentos para o desenvolvimento de teoria fundamentada. Porto Alegre: Artmed, 2008.
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[1] Mestre em Educação, Especialista em: Gestão de Custos e Formação Estratégica de Preços e, Formação Pedagógica do Professor Universitário, Professor Universitário, Diretor Comercial e Membro de Conselho de Administração.
[2] Art. 2° da Lei 9.394, de 20/12/96.
[3] Segundo Morin: Enfermidade cognitiva pela ausência do conhecimento e dos problemas-chave do mundo. Para Moraes: Pensamento reducionista em prol da evolução de métodos racionais para evolução da humanidade. Behrens anotou: Influência cartesiana e newtoniana que levou a uma mentalidade reducionista.
[4] População Economicamente Ativa.
[5] Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico.
[6] Ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso.
[7] Para confrontar ou entender estas argumentações ler Stiglitz, Joseph E. A globalização e seus malefícios. São Paulo: Futura, 2002.
[8] Conforme dados divulgado no periódico digital Folha Online na edição de 10/08/2015.